Cochonilha em plantas

Resposta rápida

Raspe as placas marrons, tire os tufos brancos com cotonete e álcool, enxágue e confira por várias semanas.

A cochonilha aparece de duas formas nas plantas de interior. A cochonilha-de-carapaça forma pequenas placas marrons, achatadas ou arredondadas, de poucos milímetros, presas nas nervuras, nos pecíolos e nos caules lenhosos. Ela nem parece um inseto e é fácil confundir com um pedaço de casca ou um broto. A cochonilha-farinhenta, também chamada de cochonilha-algodão, forma tufos brancos que lembram algodão nas axilas das folhas, nos caules e no verso das folhas. Ao afastar o tufo com um palito, aparece um inseto oval, rosado a acinzentado, que anda devagar.

Nos dois casos, uma película pegajosa nas folhas de baixo, no peitoril ou no chão é o segundo sinal. A carapaça e a cera protegem os insetos da água e de muitos sprays, por isso o primeiro passo é separar a planta das outras e tirar à mão tudo o que você consegue ver. Depois, confira os mesmos pontos a cada poucos dias, porque novas larvas saem dos ovos escondidos sob a carapaça ou dentro do algodão.

Como reconhecer a cochonilha e o que se parece com ela

Empurre a placa marrom para o lado com a unha ou um palito. Se ela se solta como uma tampinha e deixa uma marca úmida ou um corpo mole por baixo, é cochonilha-de-carapaça. Uma mancha de fungo ou de sol fica na própria superfície da folha e não se solta. Manchas de calcário da água ficam por cima como uma crosta clara e não são abauladas.

Entre as cochonilhas de carapaça, algumas são arredondadas e soltam uma secreção açucarada. Outras têm uma cobertura protetora separada do corpo e não soltam essa secreção. A diferença importa na escolha do produto: um sistêmico que funciona contra um tipo pode funcionar mal contra o outro. Tente identificar o tipo e use apenas produtos cujo rótulo indique essa praga em plantas de interior.

Os tufos brancos são a cochonilha-farinhenta. As fêmeas adultas não têm asas, são ovais, segmentadas e cobertas de cera branca, muitas vezes com fios curtos de cera nas bordas. Algumas espécies têm dois fios longos, como uma cauda. As larvas recém-nascidas são amarelas, laranja ou rosadas e ainda não têm cera. Elas andam até um novo ponto, se fixam e começam a sugar a seiva. Os machos são minúsculos, alados e quase nunca vistos. As cochonilhas que você enxerga não voam.

As massas brancas e fofas são os sacos de ovos. Cada fêmea põe de 100 a mais de 200 ovos em um deles, ao longo de 10 a 20 dias.

Procure primeiro ao longo da nervura central no verso das folhas, nas axilas, nos pecíolos e nos caules lenhosos. É ali que fica a maioria e onde a infestação passa despercebida por mais tempo.

O que costuma ser confundido com cochonilha:

  • Pedacinhos de fungo ou de casca são planos e não têm um corpo mole por baixo.
  • Mofo na superfície da terra é plano e felpudo e não fica preso na planta.
  • Manchas de calcário da água são duras, planas e ficam na face de cima da folha.
  • A mosca-branca levanta voo em nuvem quando você toca a planta. É outra praga.

Observe

  1. 01O verso das folhas ao longo da nervura central
  2. 02Pecíolos, axilas e caules lenhosos
  3. 03Parte pegajosa nas folhas, no chão ou nos móveis
  4. 04Se a placa marrom se solta quando empurrada com a unha
  5. 05Tufos brancos nas axilas ou na borda do vaso

O que fazer agora

Empurre uma placa de lado com a unha: se sai como tampinha e há algo mole embaixo, é cochonilha. Afaste um tufo branco com um palito para ver o inseto. Confira também o verso das folhas e os caules.
Mr. Kitty raspa uma cochonilha marrom presa no caule
Se a placa marrom se solta como uma tampinha, é cochonilha.

Retire à mão e enxágue a planta

Primeiro, afaste a planta das outras. As larvas recém-nascidas são minúsculas e passam andando para qualquer folha que encoste nela.

Retire a cochonilha-de-carapaça à mão. Em folhas e caules firmes, funcionam a unha, uma escova de dentes velha ou um palito de madeira. Passe por cada axila e por cada verso de folha ao longo da nervura central.

Na cochonilha-farinhenta, molhe um cotonete em álcool isopropílico a 70% ou mais fraco e encoste em cada tufo e em cada saco de ovos. O álcool dissolve a cera e o inseto sai no cotonete. Use um cotonete novo a cada rodada. Um pouco de álcool também ajuda a soltar as carapaças. Algumas folhas mancham com álcool, então teste em uma parte pequena de uma folha um ou dois dias antes.

Depois, enxágue a planta com água morna e limpe a película pegajosa das folhas com um pano úmido. Se a película fica muito tempo, cresce sobre ela a fumagina, uma camada preta que rouba luz da folha e depois sai com dificuldade.

Corte os ramos muito tomados se a planta ainda mantiver folhas saudáveis suficientes. Quando a casca está coberta de insetos, nunca dá para tirar todos.

O que fazer agora

Separe a planta. Retire as carapaças com a unha, uma escova ou um palito, e os tufos brancos com um cotonete com álcool. Depois enxágue com água morna e limpe a parte pegajosa.
Mr. Kitty retira com um cotonete um tufo branco na axila da folha
Retire cada tufo branco com um cotonete novo a cada rodada.

O que os produtos conseguem fazer e o que não conseguem

Sabões inseticidas e outros produtos de contato alcançam as larvas jovens antes que a carapaça ou a cera se formem. Se a limpeza não bastar, use apenas um produto cujo rótulo indique a planta, essa praga e o uso em ambiente interno, e siga o rótulo na diluição, na aplicação e no intervalo entre repetições. Ele só age onde atinge o inseto, então precisa alcançar o verso das folhas e as axilas.

Produtos à base de óleo, como óleo mineral para plantas e óleo de neem, formam uma película sobre a carapaça e sufocam o inseto por baixo. Eles precisam cobrir tudo e podem manchar folhas peludas, suculentas com cera e brotos novos.

Sabão comum e detergente de cozinha podem queimar as folhas e não substituem um sabão inseticida com rótulo para plantas. Teste qualquer produto em uma área pequena e confira depois de um ou dois dias. Não aplique sob sol direto nem em planta com falta de água, e siga as precauções do rótulo sobre as condições de uso.

O melhor momento para aplicar é logo depois de retirar os insetos à mão. É quando você pega as larvas que estão saindo dos pontos antigos.

Produtos sistêmicos, aplicados na água de rega ou em bastões espetados na terra, são absorvidos pela planta. Eles são menos confiáveis contra a cochonilha-farinhenta do que contra outros sugadores e podem prejudicar polinizadores. Evite usá-los em plantas com flores e use só quando a retirada manual e os sprays não resolverem, com um produto cujo rótulo indique plantas de interior e essa praga, seguindo o rótulo também nas precauções com animais.

Há também o controle biológico. A joaninha Cryptolaemus montrouzieri, que come a cochonilha-farinhenta e seus ovos, e pequenas vespas parasitas precisam de várias semanas sem sprays e funcionam melhor em um grupo de plantas ou em uma estufa do que em um vaso só.

Um borrifador com produto ao lado da planta
O spray alcança as larvas antes que a carapaça se forme.

Confira de novo por várias semanas

Ainda pode haver ovos sob uma carapaça morta ou dentro do algodão, e as larvas nascem em momentos diferentes. Uma rodada só nunca basta.

Olhe os mesmos pontos a cada três ou quatro dias: nervura central, verso das folhas, axilas, pecíolos, caules lenhosos, embaixo da borda do vaso e o lado de fora do vaso. Retire no mesmo dia qualquer placa, tufo branco ou parte pegajosa nova.

Uma tampinha vazia e seca, sem nada mole por baixo, é um inseto morto. Retire mesmo assim, senão você não distingue o velho do novo na próxima conferida.

A planta só volta para perto das outras depois de duas conferidas seguidas sem encontrar nada. Continue de olho nas vizinhas por algumas semanas e limpe o peitoril, o cachepô e o pratinho.

O que fazer agora

Confira nervura central, axilas, pecíolos e caules a cada três ou quatro dias e retire tudo o que achar no mesmo dia. Tire também as tampinhas vazias para não se confundir.
O verso de uma folha sendo examinado com uma lupa
Confira as mesmas nervuras e axilas por várias semanas.

Não se esqueça da cochonilha da raiz

Uma espécie aparentada vive nas raízes. Se a planta está fraca e quase não cresce, mas você não acha nada nas folhas, tire-a do vaso e olhe o torrão.

Tufos brancos parecidos com algodão nas raízes e na parede interna do vaso são o sinal. Eles parecem mofo, mas ficam presos às próprias raízes.

Nesse caso, lave todo o substrato das raízes e replante em substrato novo, em um vaso lavado ou novo. O substrato velho vai para o lixo, não para outro vaso.

Nos meses seguintes, confira o torrão de vez em quando ao regar. Qualquer inseto que sobrar na terra refaz a população aos poucos.

A cochonilha da raiz aparece mais em violetas-africanas e em outras plantas de vaso pequeno, e quase sempre só é notada quando a planta sai do vaso.

Remédios caseiros: o que funciona e o que não funciona

A retirada à mão é o recurso caseiro mais confiável: escova ou palito para as carapaças e cotonete com álcool para os tufos brancos.

Detergente de cozinha pode matar os insetos que atinge, mas seus aditivos podem queimar as folhas. Prefira um sabão inseticida feito para plantas.

Fita crepe pressionada sobre a folha e puxada retira larvas e cera solta de folhas firmes. Ajuda, mas sozinha não resolve.

O vinagre queima a folha antes de matar o inseto sob a cera ou a carapaça.

O óleo de neem age por contato e precisa de várias aplicações.

Um jato de água sozinho tira parte dos insetos, mas deixa os sacos de ovos. Combine o enxágue com a retirada à mão.

Quanto tempo leva para acabar

Conte com várias semanas, porque as larvas continuam nascendo dos ovos sob as carapaças e dentro dos sacos de ovos. Na cochonilha-farinhenta, quatro a oito semanas é comum: cada fêmea põe de 100 a mais de 200 ovos em duas a três semanas, os ovos dentro da cera sobrevivem a qualquer tratamento isolado, e dentro de casa todas as fases existem ao mesmo tempo.

O que decide é a repetição. Trate uma vez por semana, confira a cada três ou quatro dias e continue até duas conferidas seguidas não encontrarem nada. Dentro de casa, a cochonilha não vai embora sozinha.

A cochonilha faz mal?

Não para pessoas nem para animais. A cochonilha só suga a seiva das plantas e não pica. Ao tocar nela, fica no máximo uma marca gordurosa nos dedos.

Para a planta, depende da quantidade. Poucas quase não afetam uma planta vigorosa. Sem controle, as folhas amarelam, o crescimento para e a fumagina sobre a parte pegajosa cobre as folhas e tira a luz. Em plantas lenhosas, uma infestação forte pode matar ramos inteiros. A cochonilha da raiz enfraquece a planta sem nada visível nas folhas.

A parte pegajosa é a secreção açucarada dos insetos sugadores. Ela cai em tudo o que está embaixo, e com o tempo a fumagina cresce sobre ela. Formigas podem aparecer para recolher essa secreção e acabam protegendo a cochonilha dos inimigos naturais.

Para saber se a própria planta é um risco para animais de estimação, confira o guia de cuidados dela.

De onde ela vem e quais plantas são mais atacadas

Na maioria das vezes, a cochonilha entra em casa com uma planta nova. Deixe cada planta recém-chegada separada por duas a quatro semanas e olhe o verso das folhas e os caules nesse período.

O segundo caminho são as plantas de vaso que passaram uma temporada na varanda ou no quintal. Antes de trazê-las para dentro, confira bem limoeiros e outros cítricos, louro e oliveira.

A cochonilha-de-carapaça ataca mais plantas de folhas firmes e caules lenhosos, como cítricos, ficus, hera e samambaias. A cochonilha-farinhenta prefere suculentas e cactos (planta-jade, echevéria, flor-de-maio), flor-de-cera, orquídeas, violetas-africanas, pata-de-elefante, cróton, cheflera e dracenas.

Ar seco e uma planta enfraquecida por falta ou excesso de água facilitam a infestação. Uma planta bem cuidada, no lugar certo, é atacada com menos frequência.

Como evitar que volte

Os cuidados do dia a dia ajudam a perceber cedo.

  • Examine a planta antes de comprar e deixe na loja qualquer uma que você não conseguiria limpar.
  • Mantenha cada planta nova separada por duas a quatro semanas e olhe as axilas e a borda do vaso a cada rega.
  • Deixe um pouco de espaço entre os vasos. Plantas encostadas deixam as larvas passarem andando.
  • Mantenha as formigas longe das plantas. Elas protegem a cochonilha dos inimigos naturais.
  • Confira as plantas mais atacadas (suculentas, flor-de-cera, orquídeas) uma vez por mês, e com mais frequência em tempo seco.

Quando desistir da planta e o que fica depois

Quando a infestação é grave, serviços de extensão agrícola recomendam descartar a planta em vez de tratar de novo e de novo, sobretudo se ela é fácil de repor ou se é uma planta antiga que continua contaminando as outras. Coloque-a em um saco antes de levá-la para fora.

Uma planta de valor merece o esforço: corte as partes piores, replante em substrato novo e vaso limpo se houver cochonilha da raiz, e siga todos os passos deste guia.

Folhas que amarelaram ou ficaram manchadas não voltam a ficar verdes. Retire-as só se a planta mantiver folhas saudáveis suficientes.

A fumagina sobre a parte pegajosa sai com um pano úmido enquanto é recente. Camadas antigas costumam deixar um véu acinzentado que só some quando a folha cai.

As folhas novas mostram se o problema acabou. Folhas novas limpas e uniformes significam que o tratamento funcionou. Se elas voltam a ficar pegajosas, ainda há insetos em algum lugar.

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Perguntas frequentes

Como acabar com cochonilha nas plantas?

Separe a planta das outras, raspe as carapaças com a unha ou uma escova e tire os tufos brancos com um cotonete com álcool. Enxágue com água morna, confira a cada três ou quatro dias e retire no mesmo dia tudo o que aparecer. Se usar um spray, escolha um produto cujo rótulo indique plantas de interior e essa praga, e siga o rótulo.

O que é a cochonilha branca nas plantas?

Os tufos brancos parecidos com algodão nas axilas, nos caules e no verso das folhas são a cochonilha-farinhenta, também chamada de cochonilha-algodão. Ao afastar o tufo com um palito, aparece um inseto oval, rosado a acinzentado. As massas fofas são os sacos de ovos.

Álcool mata cochonilha?

Álcool isopropílico a 70% ou mais fraco, passado com cotonete, dissolve a cera e retira a cochonilha-farinhenta, e também ajuda a soltar as carapaças. Algumas folhas mancham, então teste em uma parte pequena e espere um ou dois dias antes de usar no resto.

Como saber se é cochonilha ou doença na folha?

Veja se solta. Uma mancha de fungo ou de sol fica na superfície da folha e não sai do lugar quando empurrada. A cochonilha sai como uma tampinha e deixa uma marca úmida.

Por que as folhas da planta estão grudentas?

É a secreção açucarada de insetos que sugam a seiva. Ela cai em tudo o que está embaixo e, se fica muito tempo, aparece a fumagina preta. Limpe com um pano úmido e procure os insetos nas folhas e ramos logo acima da parte pegajosa.

Cochonilha mata a planta?

Poucas cochonilhas quase não afetam uma planta vigorosa. Sem controle, as folhas amarelam, o crescimento para e a fumagina cobre as folhas. Em plantas lenhosas, uma infestação forte pode matar ramos inteiros.

Quanto tempo leva para eliminar a cochonilha?

Várias semanas, porque as larvas continuam nascendo dos ovos escondidos. Na cochonilha-farinhenta, quatro a oito semanas é comum. A planta só volta para perto das outras depois de duas conferidas seguidas sem encontrar nada.

Óleo de neem funciona contra cochonilha?

Produtos à base de óleo sufocam o inseto sob uma película, por isso precisam cobrir toda a planta e precisam de várias aplicações. Podem manchar folhas peludas, suculentas com cera e brotos novos. Teste em uma folha antes e siga o rótulo.

Cochonilha faz mal para pessoas ou animais?

Não. Ela só suga a seiva das plantas e não pica pessoas, cães nem gatos. Para saber se a própria planta é um risco para animais de estimação, confira o guia de cuidados dela.

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